Manuel Bandeira
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| Retrato de Manuel Bandeira, 1931, Cândido Portinari |
Satélite
Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.
Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados,
Mas tão-somente
Satélite.
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados,
Mas tão-somente
Satélite.
Ah Lua deste fim de
tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!
Fatigado de
mais-valia,
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
- Satélite.
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
- Satélite.

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