Abreu Paxe
| Benjamim Sabi |
Dois poemas do escritor angolano Abreu Paxe.
de
certo modo os destroços palavras
de igual modo as
partículas invariáveis traços lábias
sempre há uma mulher
no mal
por isso trepo meu
olhar pelas paredes e pelo tecto
o último cruzar de
pernas
zona prestigiada o
eixo compreendia o acento de intensidade
junto todos os
sentidos no modo algum tempo exacto
sem esquecer na via
erudita expressão
o étimo uma mesa com
o portal aberto
outro reino de
certeza
a comunicação oficial
adoptou o berço língua lençol
tanto tempo
sonorizado
estava inscrito nas
fronteiras este período
das alíneas funções
sintácticas
diferenças dos pares
vocabulares
nascem outras
partículas variáveis destroços
amargos
dormem tempos opostos
nas paisagens do espaço
afundava-se volumoso coração
no interior do quarto ilimitada natureza a sólida alma
próxima zona virgem a viagem das enguias
lugares de pequenas colinas ou seja:
sentem ondeadas brasas acesas noites também
permanecem transparentes
em forma de pêndulos as fragatas esperam
machucadas pêlos seus remos as algas refúgio:
atravessam os olhos cidades astrais com janelas descem
- velha sombra o basalto - lentas frestas
melhorando muito longe a idade do sol estas casas dos corpos
adoptando formas vermelhas
os pomares voltavam ardendo à teia todo tempo oposto
nas paisagens do espaço
afundava-se volumoso coração
no interior do quarto ilimitada natureza a sólida alma
próxima zona virgem a viagem das enguias
lugares de pequenas colinas ou seja:
sentem ondeadas brasas acesas noites também
permanecem transparentes
em forma de pêndulos as fragatas esperam
machucadas pêlos seus remos as algas refúgio:
atravessam os olhos cidades astrais com janelas descem
- velha sombra o basalto - lentas frestas
melhorando muito longe a idade do sol estas casas dos corpos
adoptando formas vermelhas
os pomares voltavam ardendo à teia todo tempo oposto
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