O naufrágio do horizonte
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| Jiri Borsky |
No vasto mar naves declinam
nomes estranhos
enquanto o assombro
nomes estranhos
enquanto o assombro
sopra um alfabeto de espantos
na superfície dos sonhos.
Sem hipérbole,
sem hipérbato,
as águas batem na borda
amarga do destino
com o sal de almas náufragas.
Ilhas Afortunadas
só em Plutarco;
aqui apenas escolhos,
manchas de óleo,
sacos plásticos,
embalagens de papelão.
Nenhuma Ítaca
nas veias azuladas do oceano
sedentas de novo Titanic.
Nenhuma luz pulsando
ou coração batendo mais forte no cais.
Nada de mensagens em garrafas
ou mapas de míticas Atlântidas.
Acendem-se melodias desconhecidas
em navios fantasmas
navegando a meia milha de distância.
Avisto vozes,
o horizonte
- sucata curvilínea –
se desmancha em SOS.
na superfície dos sonhos.
Sem hipérbole,
sem hipérbato,
as águas batem na borda
amarga do destino
com o sal de almas náufragas.
Ilhas Afortunadas
só em Plutarco;
aqui apenas escolhos,
manchas de óleo,
sacos plásticos,
embalagens de papelão.
Nenhuma Ítaca
nas veias azuladas do oceano
sedentas de novo Titanic.
Nenhuma luz pulsando
ou coração batendo mais forte no cais.
Nada de mensagens em garrafas
ou mapas de míticas Atlântidas.
Acendem-se melodias desconhecidas
em navios fantasmas
navegando a meia milha de distância.
Avisto vozes,
o horizonte
- sucata curvilínea –
se desmancha em SOS.

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